Empreendedor Social

Blog dos integrantes da Rede Folha de Empreendedores Sociais

 

Caro leitor,

A partir de hoje você poderá acompanhar os posts dos Empreendedores Socioambientais Folha em novo endereço:

http://empreendedorsocial.blogfolha.uol.com.br/

O novo blog integra o projeto de migração dos blogs da Folha.com para o sistema Wordpress, proporcionando sua integração ao projeto gráfico e editorial do portal. 

A presente página não será retirada do ar, mas se transformará em um link no novo blog, como forma de preservar o histórico de posts.

Sejam bem-vindos!

Equipe Prêmio Empreendedor Socioambiental

Escrito por Fernanda Favaro às 11h27

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"Perdemos o direito de errar ou hesitar"

O jornalista André Trigueiro (Globonews e CBN) lança hoje (13/2), em São Paulo, o livro "Mundo Sustentável 2: Novos rumos para um planeta em crise" (Ed. Globo, 400 pgs.). Com reportagens e artigos de especialistas convidados, o livro analisa a crise socioambiental atual e mostra soluções que já estão sendo colocadas em prática como resposta ao problema. Ao blog Empreendedor Social, Trigueiro falou sobre a urgência de ações em prol da sustentabilidade global e sobre o papel do jornalismo e das pessoas, individualmente, neste contexto de desafios sem precedentes. O lançamento da obra acontece às 19 horas, na livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073).

  

No seu primeiro livro, a ideia era fortalecer a pauta da sustentabilidade na mídia. Neste segundo, você traça um panorama do “estado das coisas” em diversos campos socioambientais, mas mostra boas soluções que estão despontando. Há uma relação “evolutiva” entre as duas obras?

O livro manteve-se vivo em catálogo e com boa vendagem durante seis anos. O projeto original era fazer uma edição revista e atualizada. Mas nos deparamos com tantas informações novas e importantes que a solução foi lançar um novo livro. Mantivemos apenas alguns textos ainda pertinentes e de grande valia para a compreensão da realidade socioambiental. São 400 páginas com muitas informações, diagnósticos e soluções para alguns dos grandes problemas da atualidade e que serão discutidos daqui a quatro meses na Rio+20. 

 

Você comentou, em uma entrevista pro seu site Mundo Sustentável, que seu desejo com o novo livro é subsidiar discussões sobre mudanças e soluções para um mundo em grave crise ambiental. Que contribuição a obra pode dar nesse sentido?

Agravar o senso de urgência. Perdemos o direito de errar ou hesitar. A hora é de agir e há preciosos elementos de convicção que justificam mudanças estruturais importantes no atual modelo de desenvolvimento. Não corrigir o rumo é crime de lesa-planeta! Os diagnósticos são contundentes e as soluções para os problemas do clima, da água, do lixo, da energia, do consumismo, da mobilidade urbana e de outras questões preocupantes existem e já são realidade em alguns lugares do mundo. Falta praticar o que se diz em escala global, decantar as ideias em favor de uma nova atitude.

 

Qual é, na sua opinião, o maior obstáculo para que a humanidade vire o jogo dos enormes problemas ambientais que enfrentamos hoje?

Resistimos culturalmente às mudanças. É difícil mudar hábitos, comportamentos e padrões de consumo em favor da sustentabilidade sem que haja um bom motivo para isso. O papel do jornalismo num mundo que experimenta uma crise ambiental sem precedentes na História da Humanidade é denunciar o que está errado e sinalizar rumo e perspectiva. Precisamos ser claros ao justificar a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento onde a geração de emprego e renda não seja sinônimo de destruição sistemática dos recursos naturais não renováveis. É sustentável todo projeto ou empreendimento que respeite os limites do planeta. Nós já cruzamos a linha imaginária deste limite. O que vem por aí será sombrio se não corrigirmos o rumo.

  

Como você vê a relação seres humanos versus planeta? Conseguiremos nos “salvar”, como espécie, antes que a Terra termine de “se salvar” de nós – pensando nessa ação parasitária do homem sobre o planeta e em como ele responde a isso?

Não nascemos para promover nosso próprio extermínio. Não somos suicidas. Acredito na tomada de decisão em favor da vida. Espero apenas que essa nova consciência não venha a reboque de grandes catástrofes. A pedagogia da dor é infalível, mas indesejada. 

 

Acredita que exista um ponto de virada de consciência da humanidade com relação à sustentabilidade do mundo? O que falta para “chegarmos lá”?

Não acredito que falte mais nada. Daí minha perplexidade com a letargia de alguns setores que poderiam acelerar processo na direção certa. Veja o caso das negociações do clima. Apesar de todas as evidências de que a humanidade contribui para a mudança do clima com emissões crescentes de gases estufa, e do alerta do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (avalizada pela maioria absoluta dos países) de que não poderíamos permitir a elevação da temperatura média do planeta acima de dois graus Celsius (com base no que se registrou no período pré-revolução industrial) sob o risco de testemunharmos uma reviravolta sem precedentes no clima da Terra, o máximo que conseguimos avançar até agora é a definição de um novo acordo global do clima para 2020 (?!). Por que esperar tanto tempo se o risco climático exige medidas urgentes? Não saberia responder a essa pergunta.

 

Das iniciativas positivas comentadas no livro, alguma que te chame mais a atenção? Por quê?

Difícil destacar uma só. Mas gosto muito da tecnologia dos biodigestores para tratar esgoto doméstico sem uso de energia elétrica ou produtos químicos, transformando o efluente em água de reúso. É simples, barato e já testado em várias comunidades do Brasil.

 

Como foi a escolha dos textos do livro? Você procurou criar alguma unidade entre as vozes diversas que compõem a obra?

Além de reportagens minhas exibidas no rádio e na TV, ou de artigos publicados em jornais, revistas e na internet, conto com a preciosa contribuição de 35 especialistas com notório saber nas respectivas áreas do conhecimento em que atuam. O livro é sortido, repleto de informações e sem nenhuma preocupação em segmentar conteúdos por afinidade política ou ideológica. O que empresta unidade a esse trabalho é o comprometimento em favor da vida.

 

O jargão “Pensar global, agir local” parece mais atual do que nunca. O que você diria pras pessoas que se sentem motivadas por este pensamento, mas ainda não sabem muito bem por onde começar?

A verdade é que todos sabemos o que pode ser feito em favor da redução do desperdício. Como usar de forma mais inteligente água e energia? Posso consumir menos e ser feliz? Como promover o descarte inteligente de meus resíduos? Conheço a minha pegada ecológica? Posso reduzir as minhas emissões de gases estufa sem grandes sacrifícios? Essas e outras questões precisam fazer parte do nosso cotidiano. E as respostas podem ser muito interessantes. Faz bem para a alma a gente se sentir útil para o bem estar coletivo e para o planeta. O coeficiente de caráter e altruísmo dos ambientalistas é elevadíssimo. São invariavelmente pessoas menos egoístas ou imediatistas. 

 

Seu compromisso com a pauta ambiental é praticamente uma missão de vida. Como você coloca o jornalista – e o jornalismo – nesse contexto de desafios? É preciso avançar na cobertura ao ponto de ela se tornar uma, também, uma missão?

Sou espírita e não acredito que estejamos neste planeta a passeio (rs). Todos nós, sem exceção, temos generosas oportunidades para evoluir individualmente e contribuir para o bem estar coletivo. Não há sustentabilidade sem paz, inclusão social, erradicação da miséria e da pobreza. Também não há sustentabilidade onde impere a ostentação e a opulência. Extrapolando o Espiritismo para conectar outras fontes de sabedoria, convém lembrar do "caminho do meio", preconizado por Buda, ou da genial frase proferida no início do século passado por Mahatma Gandhi :" A Terra possui o suficiente para atender às necessidades de todos os homens, mas não a ganância de todos os homens".

 

O que te motivou a ceder os direitos autorais do livro ao Centro de Valorização da Vida (CVV)?

Sou fã do CVV. A organização está completando 50 anos de existência agora em 2012. São cinco décadas de um trabalho voluntário reconhecidamente sério de apoio emocional e prevenção do suicídio. São aproximadamente 1 milhão de ligações por ano! Não há nada mais urgente do que a nossa sobrevivência e o CVV trabalha na linha de frente de quem se sente solitário, triste, deprimido ou simplesmente sofre por não ter com quem conversar. Eles precisam de ajuda para se manter, e também ter o serviço divulgado nacionalmente. Estou fazendo a minha parte.

 

Pra terminar, o que o leitor pode esperar do Mundo Sustentável 2?

Um belo panorama do mundo atual e muitos argumentos em favor de uma nova atitude.  

André Trigueiro

O jornalista André Trigueiro, autor de "Mundo Sustentável 2" (foto: Odervan Santiago)

Escrito por Fernanda Favaro às 11h28

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“Epidemia” de racismo antecipa manifestações

O grito contra o racismo chegou bem antes dos dias 13 de maio e 20 de novembro – datas em que, tradicionalmente, o movimento negro se expressa nas ruas todos os anos. Ontem, entidades de São Paulo realizaram uma grande manifestação contra a discriminação étnica em frente ao Teatro Municipal. E programam outra ainda maior para amanhã (11).
 
As motivações são os crescentes casos de racismo registrados em espaços públicos e privados da cidade e aquilo que os movimentos chamam de “genocídio de jovens negros”. Sob estas bandeiras, o Comitê contra o Genocídio da População Negra-SP, formado por cerca de 30 organizações ligadas ao tema, deseja reunir centenas de pessoas.
 
A ideia é chamar a atenção para casos como o da jovem estagiária que foi pressionada a “alisar o cabelo para permanecer no emprego”, recentemente divulgado na mídia, entre outros. O movimento aponta, também, as ações na cracolândia e no bairro Pinheirinho como focos recentes de ações racistas.
 
Os protestos ainda desejam jogar luz aos dados do Mapa da Violência 2012 sobre mortes violentas de jovens negros. Realizado pelo Instituto Sangari, o estudo afirma que o número de vítimas brancas caiu 27,5% entre 2002 e 2010, enquanto o de negros aumentou 23% no mesmo período.
 
Mais informações sobre as manifestações: http://contraogenocidio.blogspot.com/

Escrito por Fernanda Favaro às 15h25

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Por que caem tantas árvores em São Paulo?

Todo verão, na cidade de São Paulo, a cena se repete: chove forte, caem árvores e acaba a energia elétrica. A primeira impressão que fica é que a culpa é das árvores, que insistem em prejudicar o cotidiano da metrópole e são “perigosas”.

Nada mais errado. Países desenvolvidos têm suas cidades arborizadas há séculos e não se tem notícias de algo semelhante. O problema no Brasil, mesmo nas suas grandes capitais, é a antiquada concepção em muitos setores de que árvores são enfeites e, portanto, supérfluas.

A árvore é uma prestadora de serviços ambientais urbanos, e deveria ser valorizada como promotora de qualidade de vida e saúde pública. Redução de temperaturas em até 12 °C, filtragem de partículas e gases nocivos do ar, retenção de até 70 % das chuvas na copa, diminuição da poluição sonora e abrigo da biodiversidade são alguns de seus benefícios.

Entretanto, o que se vê por aqui são podas mutiladoras justificadas pela ancestral fiação elétrica aérea, que geralmente desequilibram a planta e abrem caminho para cupins e doenças, além de calçadas estreitas com solo compactado, podas de raízes, cimentação em todo o colo da árvore, espécies inadequadas e estrangeiras, entre outros problemas. Como ser vivo que é, esses maus-tratos refletem diretamente em sua saúde a acabam resultando em quedas durante as tempestades.

Os governantes precisam entender que meio ambiente também é nas cidades, onde estão 84% da população brasileira, e que a árvore tem um papel fundamental na saúde destas aglomerações humanas.

Ricardo Cardim, Árvores de SP

Escrito por Ricardo Cardim às 19h07

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Associação Viva e Deixe Viver convida voluntários de São Paulo

A Associação Viva e Deixa Viver abre processo seletivo para contadores de histórias voluntários em São Paulo. As incrições podem ser feitas pelo site da ONG: http://www.vivaedeixeviver.org.br/

A associação atua na recuperação de crianças e adolescentes hospitalizados por meio da contação de histórias e de brincadeiras. Para isso, a "Viva" conta com um exército de centenas de voluntários que atua em oito estados do Brasil. Em São Paulo, serão 400 novos voluntários atuando em 24 hospitais da capital, Grande São Paulo, litoral e interior (veja a lista completa no site da organização).

O processo seletivo, considerado exigente, envolve mais de 10 palestras de capacitação e treinamento prático acompanhado de um contador mais experiente. Ao término de cada etapa, o voluntário recebe um certificado. O processo inicia em março e termina em dezembro, quando acontece uma festa de confraternização dos novos voluntários.

Em 2008, o presidente da "Viva, Valdir Cimino, foi um dos seis finalistas do Prêmio Empreendedor Social Folha.

Escrito por Fernanda Favaro às 13h48

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Sacolas de supermercados são descartáveis. O que vai dentro delas, não!

O uso de sacolinhas de plástico, que nasceu de uma “grande” ideia de supermercadistas para vender mais e, de quebra, ver seus clientes saírem da loja carregando sua logomarca, finalmente (ufa!) está sendo significativamente restringido: 13 capitais já têm legislação a respeito e outros 9 projetos de lei estão caminhando. A Associação Paulista de Supermercados (Apas) está fazendo uma campanha com a intenção de reduzir em 30% o uso de sacolinhas entre seus associados, já a partir deste mês em São Paulo. 

Todos os anos, pessoas vêm chamando a atenção para a insanidade da escala do uso das mesmas e de seu impacto ambiental. No Brasil, mais de 1 bilhão de sacolinhas plásticas são distribuídas gratuitamente por supermercados todos os meses, sendo que 80 por cento destas são descartadas pelos usuários imediatamente ao chegarem em casa. Seu uso mais comum é como recipiente de descarte do lixo doméstico que, por sua vez, vai parar em aterros sanitários. Lá, as sacolinhas levam de 100 a 200 anos para se decompor! Caso cheguem à água, levados pela chuva e por ventos, contaminam os lençóis freáticos com metais pesados, comprometendo a boa saúde humana e animal, além de matar dezenas de milhares de animais aquáticos, que acabam ingerindo o plástico e morrendo. Sem falar de seu impacto em  enchentes catastróficas, como as de 1988 e 1998 em Bangladesh, cidade onde as sacolinhas foram banidas. A própria confecção das sacolinhas é altamente poluente, pois usa petróleo para sua confecção e dispersa poluentes na atmosfera. Ou seja, o preço de uma comodidade banal é indescritível, constituindo-se numa grande irresponsabilidade. 

A discussão sobre o que gera esta realidade é de suma importância para o modelo de produção que deveríamos adotar nestes tempos que, por sua vez, está cem por cento relacionado com a questão do consumo consciente e que, por sua vez, está totalmente relacionada a educação e valores sociais. 

O fim das sacolinhas plásticas em supermercados está mexendo com a opinião pública e abriu uma discussão de grandes proporções. Eu gostaria de fazer uma ponte entre a sacolinha plástica e o conteúdo dela, mais objetivamente, o alimento. Que o exemplo da luta para o fim das sacolinhas possa servir de estímulo para uma participação cada vez maior da opinião pública no combate a outras pragas, não tão modernas como a sacolinha plástica, que surgiram final dos anos 70. Por exemplo, a relação negativa entre a produção e o consumo de alimentos, que persiste inacreditavelmente até hoje – ainda que o mundo produza alimentos suficientes para alimentar todas as pessoas que nele vivem!

No caso do nosso país, apesar de produzirmos 127% de nossas necessidades alimentares, temos 65 milhões de pessoas que vivem em insegurança alimentar. Em um país onde alguns fazem regime e outros passam fome, o que se joga no lixo todos os dias daria para alimentar 19 milhões de brasileiros com as três refeições básicas diárias!   

Só através de uma expressão pública é possível uma mudança de comportamento social capaz de se transformar em uma “lei” pública e/ou moral. Nós, do Banco de Alimentos Associação Civil, abrimos a nossa boca para gritar que é preciso repensar todos os tipos de fomes e de desperdícios. Em nosso site www.bancodealimentos.org.br, você poderá ver a quantidade de alimentos que teriam o lixo como destino, apenas por não terem sido vendidos, e que encaminhamos a milhares de pessoas que vivem em insegurança alimentar, todos os dias. Você verá também nossas ações de conscientização e educação com a intenção de promover uma mudança de cultura e muito mais desenvolvimento social. 

Mais uma vez, o que está por trás destas questões é fundamental para o modelo de produção e de desenvolvimento social que queremos alcançar nestes tempos. Hoje, somos a sexta economia global, mas possuímos a pior taxa de concentração de riquezas do mundo!

A boa educação (aquela que não engana, não ilude e não seduz com falsidades), a ética e o cuidado são o passaporte para uma sociedade mais justa e autossustentável. Se o consumidor muda, o produtor muda e o governo muda! Que venha a educação consciente! Que nem sacolinhas muito menos alimentos tenham o lixo como destino. No primeiro caso, a natureza agradece. No segundo, os seres humanos que poderiam estar sendo beneficiados agradecem.

Luciana Quintão, presidente do Banco de Alimentos

Luciana e jovens da Casa de David, instituição atendida pelo Banco de Alimentos

Escrito por Luciana Quintão às 10h59

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IPÊ finaliza o maior corredor de mata reflorestada no Brasil

1,4 milhões de árvores unem as principais Unidades de Conservação da Mata Atlântica no Pontal do Paranapanema e serão fundamentais para a conservação de espécies ameaçadas. Últimos hectares plantados são agora monitoradas pelo Instituto.

Após 10 anos de atividades, o projeto “Corredores da Mata Atlântica” comemora agora a formação de 700 hectares de um grande corredor florestal que une as duas principais Unidades de Conservação do bioma no Pontal do Paranapanema (extremo oeste de SP), a Estação Ecológica Mico Leão Preto (ESEC-MLP) e o Parque Estadual do Morro do Diabo (PEMD).

Esta é a primeira fase do projeto iniciado em 2002 pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), com coordenação do pesquisador Dr. Laury Cullen Jr.. O objetivo do trabalho é conservar a biodiversidade da Mata Atlântica por meio da restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL) de propriedades rurais. Com o projeto, pretende-se reconstruir a paisagem de uma região bastante conhecida pela disputa por posse de terras e pela degradação de sua área verde, hoje resumida em “manchas de floresta”, que abrigam espécies ameaçadas como o mico-leão preto, a onça-pintada, a jaguatirica, entre outras.

“Um dos problemas para a sobrevivência dessas espécies é justamente a perda de habitat e o corredor é uma das formas de suprir essa necessidade de deslocamento entre as UCs, tanto para alimentação, como para reprodução dos animais”, explica Laury Cullen Jr.  

Ao todo, 1,4 milhões de árvores foram plantadas para reconectar a porção sul do PEMD (37 mil hectares) com um dos quatro fragmentos da ESEC-MLP (que tem o total de 7 mil hectares). Os últimos 93 hectares foram plantados em dezembro de 2011 e agora seguem monitorados pelo Ipê até se estabelecerem como floresta. O corredor passa por dentro da Fazenda Rosanela, localizada entre as duas Unidades de Conservação. A área plantada fazia parte de um passivo ambiental da propriedade, de acordo com o código florestal vigente.

Para escolher as áreas estratégicas para plantio, o Ipê segue o seu “Mapa dos Sonhos”, um estudo elaborado por seus pesquisadores para identificar as áreas prioritárias para a restauração florestal, significativas para a biodiversidade e que, por isso, precisam ser reconectadas. O próximo desafio agora é fazer um novo corredor, na porção norte do PEMD, plantando 5 mil hectares de floresta, em APPs e RLs de 11 grandes propriedades.

“Precisamos do apoio dos proprietários dessas terras para isso acontecer. O benefício é para todos os envolvidos já que os grandes produtores adequam a sua área de acordo com a lei, o que traz vantagens principalmente econômicas a eles; comunidades locais ganham vendendo as mudas de seus viveiros e a floresta se restabelece junto com todos os seus serviços ambientais”, completa Cullen.

O plantio do corredor foi realizado com apoio de editais da Petrobras e BNDES, bem como com a parcerias internacionais e de empresas nacionais como Natura, CESP, Duke Energy, ao longo de uma década de trabalho. Além da restauração, o projeto possui um trabalho de envolvimento comunitário, com capacitação de médios e pequenos proprietários em agroecologia, educação ambiental, e desenvolvimento de viveiros comunitários, muitos deles fornecedores de mudas para os plantios.

Sobre o Ipê
O Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê) é uma das maiores organizações socioambientais do Brasil. Criado em 1992, está presente em cinco importantes áreas do país e em três de seus principais biomas: Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal. O instituto realiza pesquisas científicas com 15 espécies ameaçadas de extinção. Seu trabalho já foi reconhecido por diversos prêmios e é desenvolvido sob o conceito do modelo Ipê de conservação da biodiversidade, que alia pesquisa, educação ambiental, desenvolvimento comunitário e influência em políticas públicas.

A organização conta com 10 doutores e 20 mestres, muitos deles professores das suas unidades de educação: o Centro Brasileiro de Biologia da Conservação (CBBC) - com cursos de atualização - e da Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (ESCAS), criada em parceria com a Natura e Instituto Arapyaú (com Mestrado Profissional reconhecido pela Capes).

 

Mais informações: www.ipe.org.br

 

Paula Piccin, IPÊ

O corredor, antes e depois da cobertura florestal.

 

 

Escrito por Paula Piccin, IPÊ às 10h18

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Artemisia realiza formação em negócios sociais

Inscrições estão abertas até 26 de fevereiro pelo site da organização

Empreender ou atuar em negócios de alto impacto social é tarefa que pede conhecimento e empenho. Desenvolver ambos é a proposta da "Usina de Ideias", formação que a Artemisia, organização parceira do Prêmio Empreendedor Social Folha, realiza em março e abril de 2012.

Por meio da “Usina”, o participante terá acesso aos conceitos e teorias de negócios com impacto social e aprenderá a “colocar a mão na massa, gerar ideias de negócio com uma comunidade de baixa renda e explorar seu potencial empreendedor”.

O público-alvo são empreendedores e gestores interessados em atuar no campo dos negócios sociais. As inscrições podem ser realizadas pelo site da Artemísia, mas o candidato passa por uma seleção que busca garantir a qualidade do curso e número máximo de vagas.  

Mais informações e inscrições: www.artemisia.org.br

Escrito por Fernanda Favaro, Folha às 19h17

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Crianças com anemia falciforme devem receber penicilina injetável pela rede de atenção básica do SUS

Conforme dados do Ministério da Saúde, estima-se que anualmente nasçam no Brasil 3.500 crianças com anemia falciforme - uma doença genética, clinicamente grave e de alta mortalidade. A frequência da enfermidade é de 1 entre 1000 recém-nascidos vivos na população geral e de 1 entre 500 entre pretos e pardos. Essas crianças são mais suscetíveis a infecções e a mortalidade entre as que não têm acesso à penicilina chega a 25% até os cinco anos de vida.

Com o uso da penicilina a cada 21 dias a partir do segundo mês de vida até os cinco anos de idade, conforme prescrição médica, a mortalidade entre elas reduziu para 2,5%. Daí a importância do medicamento na redução das infecções de repetição e mortalidade.

Antes da portaria GM 3162/2011, o medicamento - por questões técnicas - era encontrado basicamente na rede hospitalar. Agora, a penicilina poderá ser obtida no posto SUS mais próximo à residência do paciente. Além de facilitado, este acesso estabelece vínculos mais estáveis entre a equipe de saúde e os familiares, com maior possibilidade desses aderirem ao tratamento, reduzindo a mortalidade nessa faixa etária.

Berenice Kikuchi, diretora técnica da Associação de Anemia Falciforme do Estado de São Paulo (Afesp)

Escrito por Ricardo Lauricella, Cies. às 10h26

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Cracolândia recebe carreta da saúde do Cies

Mais de 480 procedimentos foram realizados em apenas um dia de ação

Controversa, a cracolândia - no centro de São Paulo - tem sido chamada de Nova Luz em virtude das recentes operações para erradicar o consumo de crack das imediações e revitalizar a região. Hoje, já não existem usuários de drogas aglomerados como era visto antes. Eles estão deslocados por um certo quadrilátero ao redor da Praça Júlio Prestes. Praça essa que foi a última parada da Carreta da Saúde do Centro de Integração de Educação e Saúde (Cies).

No último sábado (28), a equipe do Cies realizou atendimentos médicos com consultas, exames e procedimentos em oftalmologia, cardiologia, clínica geral, mensuração de pressão arterial e glicemia, temperatura, SPO2 (saturação do oxigênio no sangue) e frequência cardíaca. Tudo dentro dos 100m² da Carreta da Saúde.

Os moradores e frequentadores da região que passaram por ali demonstraram sua maior preocupação no cuidado com os olhos. “Eu soube do evento agora de manhã, quando passava por aqui. Quando vi a Carreta da Saúde, já corri para porta antes mesmo de abrir”. Primeiro da fila, o motorista Francisco Araújo Vieira, de 56 anos, estava precisando ir a um oftalmologista há quase dois anos. “Até consegui ir, mas demorou muito e, quando fui, nada se resolveu. Pediram um exame caro e não tenho dinheiro para pagar”. Na Carreta, Francisco passou por triagem com a equipe de enfermagem, em consulta com a oftalmologista, fez o teste de acuidade visual e passou pelo exame oftalmológico.

Dos 480 procedimentos realizados nas seis horas de evento, 80 foram oftalmológicos, sendo 50 consultas e 30 testes de acuidade visual. “Agimos de acordo com as diretrizes do Cies e as consultas não podem ser feitas com pressa. Mesmo levando o tempo necessário de atenção com cada paciente, atendemos além do esperado.”, disse a oftalmologista Mirna Kikawa, que dividiu o atendimento com o Dr. Edmilson Mariano.

As domésticas Magali Rodrigues de Andrade (50) e Solange Silva Santos (42) também passaram pela consulta de oftalmologia. Ambas nunca tinham ido a um médico desta especialidade. Solange foi avisada pela cunhada, que sabia que precisava ir a uma consulta. Já Magali, que estava com seu filho para se consultar também, disse o motivo de nunca ter buscado descobrir o porquê da sua dificuldade para a leitura. “Não tenho coragem de enfrentar a fila do SUS. Da última vez, fiquei quatro meses esperando por uma consulta”, desabafou ela, que já tinha feito, na Carreta, mensuração de pressão e glicemia.

O empreendedor social da Folha de S. Paulo, Roberto Kikawa, falou da importância da continuidade no atendimento. “Por meio de uma parceria com as Secretarias do Estado, os casos mais graves têm à disposição uma ambulância que as leva para um hospital público sem necessidade de novas triagens”.  As pessoas que precisarão de um acompanhamento posterior a estes atendimentos também serão encaminhadas pela equipe do Cies.

O médico ainda explicou que o atendimento do Cies vai além da orientação das queixas do momento. “É muito importante entender a situação das pessoas, como aqui na cracolândia. Não basta apenas curar a dor. Dando atenção a elas, abrimos portas para nos ouvirem também, assim conseguimos educar e prevenir”, lembrou ele durante a ação.

Conheça o trabalho do Cies aqui.

Ricardo Lauricella, Cies.

Escrito por André Albuquerque, Terra Nova, às 12h14

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No Pinheirinho, o interesse político se sobrepõe à vida humana

Existia uma outra forma de se resolver o conflito do Pinheirinho. Interesses políticos e ideológicos retrógrados ocasionaram este desenlace trágico e desumano. Não foi fácil para a equipe da Terra Nova ver tanto sofrimento numa área onde havíamos proposto uma saída pacífica que garantiria o direito de moradia daquela comunidade. O síndico da massa falida já havia concordado com a metodologia e estava esperando uma proposta concreta por parte dos moradores. O acordo permitiria a implantação da infraestrutura que a comunidade tanto pleiteava. Havíamos conversado com o prefeito e com alguns vereadores, que concordaram em ajudar na construção daquela solução conciliadora.

O interesse do PSTU se sobrepôs aos reais interesses daquela população e impediu que seus comandados, aqueles que confiaram a eles suas vidas e todos os seus pertences, tivessem acesso à proposta de acordo desenvolvido pela Terra Nova.

O Poder Publico comprou a briga partidária e decidiu dar uma demonstração de força, desconsiderando que, com aquela decisão, vidas estariam em jogo.

Isto nos faz repensar o modelo de sociedade que queremos viver e prestar atenção no grau de evolução dos lideres aos quais confiamos nossos destinos. Precisamos colocar verdadeiramente a vida humana como prioridade e lembrar que não estamos falando de 1.500 famílias sem teto, mas sim da família do Seu João, do Pedro, da Dona. Maria... precisamos deixar de tratar as pessoas como números e de olhar o sofrimento humano como se estivéssemos vendo uma paisagem.

Não obstante, devemos olhar para o que há de melhor no ser humano, e continuarmos oferecendo nossas melhores habilidades para contribuirmos com este grande movimento de transformação social, cada vez mais visível em todo o planeta.

André Albuquerque, diretor-executivo e fundador da Terra Nova Regularizações Fundiárias.

Escrito por André Albuquerque, Terra Nova, às 10h37

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Em Davos com Yunus, sem Dilma (parte 1)

O Fórum Econômico Mundial está ocorrendo em Davos, Suíça, local de beleza estonteante. Em meio a um cenário límpido de neve que cai em flocos graúdos, e por vezes iluminado por raios de sol que emanam a luz do ambiente desenhado no fundo branco, as idéias despontam como inspiradoras para um mundo em transformação. Há um pulsar de energia meio inexplicável, a não ser pela presença de lideranças de todo o mundo como os primeiros ministros Ângela Merkel, e David Cameron, entre muitos outros, que expõem suas idéias de como enfrentar as crises financeiras atuais, e os planos que têm para reerguer a Europa. As discussões são abertas e demonstram  coragem ao admitirem erros do passado. Mas, talvez o que mais impressiona é a ousadia em admitirem que o mundo tem que se integrar, e que neste cenário a educação precisa vir acompanhada de empreendedorismo, criatividade e um novo paradigma de desenvolvimento.

 

 

Escrito por Suzana Padua, IPÊ, às 14h50

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Em Davos com Yunus, sem Dilma (parte 2)

É aí que os Empreendedores Sociais da Schwab, que no Brasil tem a Folha de São Paulo como parceira irmã, mais se identificam. Acostumados a criarem saídas para problemas que pareciam insolúveis, os empreendedores convidados de vários cantos do mundo se sentem em casa ao ouvir que agora há um reconhecimento de seu valor e de seu papel na sociedade. Klaus Schwab, fundador do Fórum, em várias de suas falas enfatizou que o mundo em transformação depende agora de empreendedores com ousadia para mudar a forma tradicional de se agir. Em entrevista televisionada, expressou sua frustração no último ano, pois vê no egoísmo e no protecionismo das nações fatores determinantes que está levando ao agravamento das crises. Segundo ele, se não houver solidariedade, empatia e integração dos povos, dificilmente se reverterá a situação vigente. 

O Fórum atrai mentes brilhantes das mais diversas áreas de atividades humanas. Mesmo que a predominância seja o mundo econômico,  há participantes que atuam na academia, órgãos multilaterais, fundações públicas e privadas, organizações não governamentais e nas artes. Recebedores do Prêmio Nobel são meia dúzia presentes, chegando a haver um painel para que discutam o estado do mundo atual, e as perspectivas que antevêem para o futuro.

Mas, como não podia deixar de ser, o maior privilégio tem sido o encontro com os Empreendedores Sociais da Schwab (e Folha de São Paulo no Brasil) de locais diversos e áreas também diversas de atuação, mas todos empenhados em missões nobres de melhorar o estado do planeta. Estes sim trazem a inspiração de que tudo é possível quando se quer – nada é inatingível quando se parte de sonhos que visam o bem da coletividade em um ambiente sadio e sustentável.

Por uma porta lateral os empreendedores têm agora a chance de mostrar a que vieram. Mohamad Yunus, por exemplo, símbolo máximo do que é ser um empreendedor social, laureado Prêmio Nobel da Paz em 2006, em diversos painéis expôs como considera fácil e necessário se criar empreendimentos que respondam a cada situação problemática encontrada. Ele não fala sobre algo que não fez. Yunus mostra excelência nos seus empreendimentos e junta diferentes setores para fortalecer seus resultados. Os demais empreendedores, assim como Claudio e eu, cada um em seu ritmo e seu alcance, vem encontrando soluções e integrando atores para atingirmos nossos objetivos, sejam eles quais forem. Apesar dos desafios e “dificuldades” que temos o costume de encarar como intransponíveis, é nos empreendedores que sinto residir a certeza de que o mundo tem jeito se houver empenho.

Como contraste, não posso deixar de mencionar a ausência de autoridades brasileiras. Me parece inconcebível que a Presidente Dilma e muitos Ministros brasileiros não estejam em Davos, para o evento que reúne a maior elite financeira do mundo. O Brasil, mesmo que na moda e inebriada com seu próprio sucesso, corre o risco de perder o trem da história. Pois, sem o apoio de investidores, ou de se prospectar novas oportunidades, ou mesmo de renovar as idéias, que hoje são de um desenvolvimento a qualquer custo (vide o desmantelamento do Código Florestal que pretende favorecer o desmatamento em prol da mono cultura), o caminho parece curto. Mas, uma perspectiva enfatizada por todos os palestrantes e que o Brasil precisava ouvir com grande urgência é o valor excruciante da educação como base para a construção de uma nação forte. Com os escassos investimentos que temos dedicado à educação básica no Brasil continuaremos a confirmar o país como um dos piores no ranking de diferenças entre os ricos e os pobres. Em épocas de crises, é na educação de seu povo que a Europa, por exemplo, vislumbra se reerguer.  Muitos outros países ávidos por aprender o que deve ou não ser evitado para não se recair sobre erros já vividos estão presentes. Uma pena o descaso de nosso governo – é o Brasil que acaba perdendo a sua chance de glória.

Escrito por Suzana Padua, IPÊ, às 14h49

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“Lista de plantas invasoras” da cidade de São Paulo

Pouca gente sabe, mas hoje a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo é causada por um fenômeno que parece banal e sem importância: o hábito de se usar plantas estrangeiras –aquelas que não exisitiam originalmente no local– em atividades humanas como o paisagismo e arborização urbana, por exemplo. Só perde para a destruição dos habitats pelo homem.

Muitas destas plantas estrangeiras ou exóticas se tornam invasoras de ambientes nativos, competindo por recursos no ambiente com a vegetação  ancestral –e ganhando a luta– o que significa a morte das nativas.

Embora grave a ponto de provocar ameaça de extinção às plantas nativas dentro dos poucos remanescentes de mata Atlântica e cerrado na cidade de São Paulo, o assunto permanece ainda desconhecido da maioria.

Dentro das pesquisas realizadas nos Amigos das Árvores de São Paulo, depois de três anos estudando a regeneração e ameaças dos campos cerrados paulistanos e alguns trechos de mata Atlântica no município, elaborei uma lista com as 29 espécies invasoras mais comuns na metrópole e explicação da situação. Confira no link abaixo:

 http://arvoresdesaopaulo.wordpress.com/plantas-invasoras-lista/

 

Escrito por Ricardo Cardim, Árvores de SP, às 15h33

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1º Seminário Cies de Empreendedorismo Social

Reunir uma equipe de médicos para um seminário, em um domingo de dezembro, não é tarefa fácil para ninguém. Mas, para a equipe do Cies, desafios são sempre bem-vindos.

 

Com o apoio do Blue Tree e operacionalização da ponteAponte, realizamos no dia 4 de dezembro o 1º Simpósio Cies de Empreendedorismo Social.

Em clima de fechamento de final de ano, os médicos que atendem nas unidades móveis do projeto, como a Carreta e a Van da Saúde, se encontraram para um dia inteiro de atividades.

 

A vitória no Prêmio Empreendedor Social 2010 da Folha de S.Paulo e Fundação Schwab levou o Cies a ter que aumentar a equipe e, com isso, surgiu a necessidade de um encontro para explicar muitos pontos, como, por exemplo, diferenças entre empresas sociais e filantropia.

 

Para esclarecer o tema, Eugênio Scannavino, do Saúde e Alegria, também integrante da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais, falou do atendimento que realiza na Amazônia.

 

Eugênio apontou as glórias e as dificuldades em tramitar por diferentes esferas públicas e privadas para ter apoio e manter os atendimentos. O premiado doutor do Saúde e Alegria levantou ainda temas como “crédito social” proporcionado por negócios sociais.

 

“O crédito social alcançado com nossos trabalhos evita gastos com pacientes para o Estado”. No frigir dos ovos podemos falar em dados financeiros, mas não é só dele que estamos falando. 

 

Os médicos Eugênio Scannavino e Roberto Kikawa

 

 

No mesmo tom, Maure Pessanha, diretora da Artemisia, apontou a importância dos empreendedores sociais para a construção de uma sociedade efetivamente sustentável.

“Negócio social tem a ver com necessidades sociais reais. Precisamos disto. É muito perigoso o estímulo do consumo da classe C e D sem que pensemos isso com sustentabilidade.”

 

Maure se refere ao movimento de extrema valorização de melhoras de condições sociais pautadas pelo poder de consumo. “Pobreza, como já apontou Amartya Sem, é a privação das capacidades básicas de um indivíduo. Isso tem a ver com educação, saúde e liberdade.”

 

Relembrando o discurso do doutor Kikawa, que citou Martin Luther King no Prêmio de 2010, hoje, com certeza, os médicos do Projeto Cies “não serão mais quem eram”.  

 

Escrito por Ricardo Lauricella, Cies, às 17h05

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Empreendedor Social O blog Empreendedor Social é produzido pela Rede Folha de Empreendedores Sociais e editado pelo jornalista Cássio Aoqui, consultor dos prêmios Empreendedor Social e Empreendedor Social de Futuro, realizados anualmente pela Folha em parceria com a Fundação Schwab.


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